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Weltliteratur. Madrid, Paris, Berlim, São Petersburgo, o Mundo!

A expressão de Goëthe, associada ao verso de Cesário Verde, para mostrar a literatura portuguesa do Mundo, numa exposição singular que conta com o comissariado de António M. Feijó e a concepção dos arquitectos Francisco e Manuel Aires Mateus. Textos literários, documentos e obras de arte apresentados em 11 salas autónomas que mostram a literatura e os autores da geração de Fernando Pessoa.

Patente na Fundação Calouste Gulbenkian até 04/01/2009
Entrada: 4€


Herberto Helder, "A Faca não Corta o Fogo"

Herberto Helder, considerado um dos maiores poetas portugueses vivos, publica quinta-feira um novo livro, intitulado "A Faca não Corta o Fogo - súmula & inédita", com a chancela da Assírio & Alvim.
O volume, que reúne uma parte de reescrita da sua obra anterior e alguns inéditos, tem 207 páginas de poesia e uma capa ilustrada por Ilda David, em tons de azul e amarelo.
De Herberto Helder, um poeta que deu a última entrevista em 1968, recusou o Prémio Pessoa em 1994 e vive em auto-reclusão, pouco se sabe, além de que se chama Herberto Helder Luís Bernardes de Oliveira, nasceu no Funchal, a 23 de Novembro de 1930, e reside em Lisboa, com a mulher, Olga.

Frequentou, a partir de 1949 e durante três anos, o curso de Filologia Românica da Faculdade de Letras de Lisboa, que não chegou a concluir, e começou por trabalhar na Caixa Geral de Depósitos e, em seguida, como angariador de publicidade, período durante o qual viveu numa "casa de passe".
Em 1954, data da publicação do seu primeiro poema, em Coimbra, regressou à Madeira, onde trabalhou como meteorologista, mudando-se depois para o Porto Santo.

Quando regressou a Lisboa, em 1955, frequentou o grupo do Café Gelo, formado por figuras como Mário Cesariny, Luiz Pacheco, Hélder Macedo, João Vieira e António José Forte.

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