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Ninguém sabia quem era este senhor - João Coração

O faça-você-mesmo é uma modalidade indie pop que também se pratica em Portugal. E João Coração acaba de entrar no quadro de honra do 'do it yourself' nacional através do seu álbum de estreia, o engraçado e curioso "Sessão de Cezimbra".

Homem de planos desenhados e estudioso académico de planos filmados, o anónimo David deu uma folga às telas e à câmara de filmar para se aventurar com novos planos sonoros monocromáticos e de slow-motion. Sem ter que ir a banhos na costa do refúgio Sesimbra, baptizou-se musicalmente (sem água) como João Coração e lá adoptou a sua família. Fez-se vizinho sussurrado dos Migala, irmão de Old Jerusalem, sobrinho-neto de Leonard Cohen, elemento da roda de amigos de Will Oldham e primo ainda mais desmaiado dos Tindersticks.

Fez novos amigos (Samuel Úria e Tiago Guillul), recuperou os velhos (Jorge Cruz, ex-Superego), e de uma penada, fertilizou dezenas de novas canções e criou a sua banda curta (com Samuel, Tiago e Jorge). Através de um périplo maneirinho entre o apartamento de Sesimbra e as casas de Benfica e de Oeiras, João Coração completou um belo serviço doméstico que ganha agora a forma física do citado álbum.

Amigos mais circunstanciais também compareceram e ajudaram a transferir as sessões de Sesimbra, do plural para o singular "Sessão de Cezimbra". Uma delas é Celina da Piedade, normalmente vista nos rastos de Rodrigo Leão, que foi ao lar de Benfica encaixar o seu som de acordeão naquela pop tímida e de baixa tensão.

"Sessão de Cezimbra" é uma selecção de canções de embalo para cestas de tarde de domingo, ao som de sinos e de uma variedade porreira de guitarras, das eléctricas e acústicas convencionais à espanhola e à braguesa, e pingado por coisas tão contrastantes como o trompete ou a harmónica.

Com um umbiguismo tolerável e puzzles de poucas palavras sem solução, as trovas de bicho-do-mato de João Coração abraçam elegantemente a forma mais popular da canção portuguesa, em variações que não ficam entre Braga e Nova Iorque, mas sim entre o Minho e o Nevada.

#uma notícia cotonete
#joão coração @ myspace

MySpace acrescenta ao catálogo um milhão de novas músicas

O MySpace Music, a maior comunidade de música digital, anunciou hoje uma parceria com a companhia de distribuição de música independente IODA que lhe permitirá aumentar o seu catálogo em mais de um milhão de músicas.
"A comunidade de música independente tem sido uma das maiores apostas do MySpace Music", afirmou num comunicado Chris DeWolfe, co-fundador do MySpace, explicando que esta parceria vai permitir o acesso a mais de 50 mil artistas a partir desta comunidade de música digital.

Com a união agora anunciada, a comunidade MySpace Music pode ouvir e comprar música do catálogo IODA, com mais de um milhão de músicas de artistas do mundo inteiro.

Citado no comunicado, Kevin Arnold, dirigente da IODA, indicou, por sua vez, que algumas das editoras com as quais trabalha já se tinham associado ao MySpace Music "por considerarem que se trata de uma poderosa ferramenta de aproximação aos fãs".

"Estamos muito contentes por trazer esta oportunidade aos nossos clientes, que podem passar a desfrutar de todos os suportes que o MySpace disponibiliza", acrescentou.

#uma notícia rtp online
#IODA

Os Pontos Negros @ FNAC Colombo

"Depois de terem participado na colectânea Novos Talentos Fnac 2008, Os Pontos Negros surgem com um surpreendente trabalho. A primeira longa duração pontonegrina é uma agulha - a injectar vitalidade no panorama musical nacional, a tatuar 2008 nas
omoplatas do panorama musical nacional, a picar os que tinham ganho aversão às palavras "panorama musical nacional". - agenda fnac

O concerto é hoje ás 21h30

#os pontos negros @ myspace

Madredeus, "Metafonia"

Os Madredeus abrem segunda-feira um novo capítulo na história do grupo com o álbum "Metafonia", em que introduzem novos instrumentos e duas novas vozes, mas onde a matriz continua a ser a mesma desde há vinte anos.
"Metafonia" é um duplo álbum com 19 canções, entre inéditos e temas antigos dos Madredeus, grupo de música portuguesa que renasce com Pedro Ayres Magalhães e Carlos Maria Trindade, depois da saída, em finais de 2007, de Teresa Salgueiro, Fernando Júdice e José Peixoto.

À guitarra clássica de Pedro Ayres e aos sintetizadores de Carlos Maria Trindade acrescentam-se agora as vozes de Mariana Abrunheiro e Rita Damásio, e os instrumentistas Ana Isabel Dias (harpa), Jorge Varrecoso (violino), Ruca Rebordão e Babi Bergamini (percussão e bateria), Sérgio Zurawski (guitarra eléctrica) e Gustavo Roriz (baixo).

São os Madredeus e A Banda Cósmica, um projecto de câmara, mas também amplificado para chegar a mais pessoas.

"Para nós era uma ideia que discutimos muito tempo ao longo das tournées dos Madredeus: quanto gostaríamos de fazer concertos mais alto, porque muitas vezes fomos convidados para tocar para festivais e por uma questão de honestidade decidimos não ir", disse Pedro Ayres Magalhães em entrevista à agência Lusa.
A essência do som dos "novos" Madredeus é produzida pela guitarra clássica, harpa, sintetizadores e vozes e o resultado de "Metafonia" é necessariamente diferente, mas a mudança não é radical nem para Pedro Ayres nem para Carlos Maria Trindade, músicos com passado musical comum anterior aos Heróis do Mar.

OS Madredeus de 2008 são, como disse o músico, "uma aventura maior", um grupo que continua a ser "muito fora do `mainstream` e daquilo que são os hábitos das grandes massas".
"O projecto é à mesma relacionado com a cultura portuguesa e com a sua propaganda. As influências que tínhamos e cultivávamos da música africana e brasileira fazemo-las agora de facto, com instrumentos que nos permitem dar essa inspiração de forma mais clara. Continuamos a cantar em português. Continuamos a ser um grupo que grava ao vivo", enumerou Pedro Ayres.

Parte das canções inéditas de "Metafonia" foram retiradas do largo repertório dos Madredeus e seriam para integrar um disco sucessor de "Amor infinito", não tivesse ocorrido a cisão no grupo, e outras foram trabalhadas em estúdio já com as duas novas vozes femininas.

Segundo Pedro Ayres, a escolha de Mariana Abrunheiro e Rita Damásio foi "bastante difícil, exigiu muita tenacidade", até porque o grupo não queria "encontrar uma pessoa que cantasse como a Teresa".
"Quando se soube que a Teresa ia sair do grupo, nós recebemos imensas candidaturas de pessoas que nos escreveram a sugerirem serem ouvidas, porque era o sonho delas fazerem parte do grupo. Foi uma grande surpresa, não estávamos nada à espera", reconheceu o músico.

Na nova formação, Pedro Ayres Magalhães garante que, tal como no passado, se tenta "evitar o culto da personalidade": "o grupo sempre foi apresentado como uma colectividade, como uma oficina de música".
Sobre o futuro, não dá garantias: "É um grupo produzido por nós próprios, não temos contrato com editoras. Nem sequer somos pessoas com emprego precário, somos desempregados. Nem temos certeza de que vamos fazer muitas tournées".
Certos são os primeiros concertos dos Madredeus de 06 a 08 e de 13 a 15 de Novembro no Teatro Ibérico, em Lisboa, o espaço onde o grupo nasceu.

"O nome que o grupo adoptou era daquele bairro. Era do eléctrico que passava. Havia um eléctrico que em vez de dizer `Madre de Deus´ dizia `Madredeus´ e pensei `isto é que era um bom nome para a banda", recordou.

uma notícia rtp online

madredeus online